des-pre-ten-são

Nem me pergunte o porquê resolvi escrever sobre comportamento. Andei analisando o meu. O jeito das coisas. Tudo isso porque numa tarde de céu limpo, um dia, um amigo me disse que admirava essa minha mania despretenciosa de viver, de ser. Achei aquilo um absurdo. Eu? Despretenciosa? De início, não entendi e fiquei passadíssima. Ser mulher e não ter pretensão de nada, na minha humilde opinião, é quase como não ser mulher. Estamos habituadas – e condicionadas – a ser tudo, ao mesmo tempo e, de preferência, já.

Mas daí  ele continuou. Disse que as mulheres mais interessantes não espera ter muitos amigos ou ser super aceitas, que não imaginam estar sempre cercada de grandes paixões e que nunca, nunca acreditavam estar sendo interessantes – ou atraentes para alguém. Viviam na leveza, na simplicidade e no bom e velho foda-se.

Pensando melhor hoje de manhã sobre isso, acredito que essas mulheres carregam a leveza dentro do coração, e simplismente deixam fluir. Mas pudera. Eu, esse imenso turbilhão de ansiedade, de vontade, ser despretenciosa? Ele deve estar me confundindo, pensei.

Questionei novamente. E ele disse que vivi um bom tempo sem a intenção de impressionar. E, assim, de-fe-can-do pra opinião alheia. Que meu tipo é raro, têm um brilho no cabelo descabelado, uma graça na unha do dedão meio mal feita e, sei lá, um ziriguidum que não se trabalha; se nasce, se é.

Tudo isso porque hoje em dia ser uma mulher interessante virou sinônimo de ser um pouco paranóica – seja quanto à celulite, o cabelo, à maquiagem ou qualquer outra coisa que nos desassossegue. E olha, ainda estou tentando entender por que (ou por quem) nos esforçamos tanto por estar impecáveis. Se não for única e exclusivamente por nós mesmas, não vale a pena.

E foi nessa manhã de segunda que consegui enxergar e concordar com esse meu amigo sobre essa minha “despretensão”. Quando se espera menos, se decepciona menos. E aprende sem sofrer tanto assim. Ou, talvez, sofrendo por causas mais verdadeiras. Não vim para esse mundo, e disso tenho certeza, para desagregar. Vim para espalhar amor, muito bom humor e autenticidade. Para deixar pelo menos uma marquinha boa, uma coisa positiva, em quem estiver ao meu lado, ao meu redor e quiser vivenciar isso.

E espero, que dentro do imenso universo de escolhas certas e erradas que a gente precisa tomar, que eu continue, sempre e sempre, tendo espaço. Porque nada é mais triste que estar preso dentro de si mesmo. E óh, se é a espontaneidade que cativa, relaxa na bolacha. Se os seres humanos memoráveis são esses desencanadões aí, sejamos mais livres.

Let it be para conseguir conquistar o mundo!

(MG) 

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Um pensamento sobre “des-pre-ten-são

  1. “Eu gosto de olhos que sorriem, de gestos que se desculpam, de toques que sabem conversar e de silêncios que se declaram”, assim, despretensiosamente, sem ver, so sentir! E é nessa liberdade, que a gte se encontra! Ever…

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